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3º CONGRESSO SOBRE JUVENTUDE DE SOROCABA
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Anos 60 marca palestra de Jason Mafra
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Texto: Kaio Monteiro / Foto: Mariana Doval*
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08/05/2008 (16h50) - Em clima das revoluções e protestos musicais que marcou os anos 60, no segundo dia do 3º Congresso da Juventude, Jason Mafra, pesquisador formado pelo Instituto Paulo Freire, mestre em História da Educação e doutor em Filosofia da Educação pela Universidade de São Paulo (USP), foi o segundo especialista da primeira mesa redonda a tomar a palavra nesta quinta-feira (8). O tema do debatedor foi “Diálogos de Valores para uma Cidade Educadora”.
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Na discussão, o mestre em História utilizou a década de 60 como plano de fundo para o desenvolvimento de sua teorias. Segundo Mafra, os anos 60 foram a época mais revolucionária da história. “Muito do que há hoje vem da década de 60”, disse. Porém, o professor não concorda com a afirmação de que o jovem não é politicamente ativo. “Na nossa mente, o jovem é aquele modelo da década de 60, que queria mudar o mundo, e os de hoje não querem saber da política, só das raves. Todos esses discursos estão errados. Nós tivemos na década de 90 o impeachment, também os movimentos estudantis relacionados à queda do presidente. Atualmente, temos o caso da Universidade de Brasília, da USP e da Unifesp”, afirmou. “O mundo se transforma com hormônios”, disse Jason em relação às atividades políticas dos jovens.
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Outro ponto abordado por Mafra foram os diálogos e valores. Para ele, é fundamental discutir os valores. "Precisamos criar um mundo menos malvado e mais humano." Mafra explica que ninguém pode viver sem a utopia, pois ela nos mostra um mundo em que queremos viver. "A utopia é como se fosse o horizonte. Nós caminhamos 100 passos e ela 100. Com isso, a utopia avançou e conseguimos algumas melhoras no mundo".
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O Bem Comum, segundo Mafra, é um dever que nós temos que pensar como uma questão de sobrevivência para a espécie. "É como você querer um carro que custa R$ 150 mil enquanto 2 milhões de pessoas estão passando fome,ou se indignar apenas com o caso Isabella e esquecer dos desastres naturais causados pelos seres humanos." O Bem Comum entra no caso da sustentabilidade. O professor adverte que o homo sapiens será obrigado a ser sustentável. “Nós estamos cada vez mais integrados com o mundo. Eu preciso aprender com as diferenças. Um exemplo é que os índios podem nos ensinar como eles vivem até hoje com sustentabilidade. Como eles conseguem sobreviver sem dano algum ao meio ambiente”.
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Para Jason Mafra, o jovem de hoje não quer aprender com a diversidade no mundo, todos estão cada vez mais intolerantes com as diversidades. Mafra também entrou na questão do diálogo como substância da educação. E que o dialogo é a função da educação. Ele, ao final da palestra, deixou para os jovens presentes uma lição de moral, pedindo para eles nunca serem omisso em relação às injustiças do mundo.
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*Estudante de jornalismo da Uniso e correspondentes regionais da Coordenadoria Estadual de Juventude
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